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  • [Entre Amigas] #Resenha por Bianca Benitez - Apaixonadas por Livros


    A resenha que vamos conferir hoje é da Bianca Benitez, do Apaixonadas por Livros.

    Vamos saber qual foi o livro que a Bianca escolheu ?




    [RESENHA] Redoma - Meg  Wolitzer

    Foto retirada do Google

    Sinopse :

    Se a vida fosse justa, Jam Gallahue estaria vivendo sua vida tranquila em Nova Jersey, assistindo a séries de comédia e abraçando seu namorado, Reeve Maxfield. Ela não estaria infeliz e sem vontade de se levantar da cama, nem estaria em um internato para adolescentes “emocionalmente frágeis”, com uma colega de quarto esquisita. Mas a vida não é justa, Jam perdeu seu primeiro amor e está completamente perdida.
    A mudança de escola parece a única possibilidade de recuperação para a garota, que passou quase um ano mergulhada em tristeza. No entanto, ela odeia a nova rotina e decide levar tudo com o menor esforço possível. Por isso, Jam fica bastante surpresa quando descobre que foi selecionada para a exclusiva e lendária aula de “Tópicos Especiais em Inglês”, da misteriosa Sra. Quenell.A turma tem mais quatro estudantes, todos com histórico de traumas ainda piores que os de Jam. Mesmo assim, a professora parece não se importar com a fragilidade de seus alunos quando escolhe o livro que trabalhará durante o semestre: A redoma de vidro, de Sylvia Plath. O romance, que narra a série de eventos que levariam a estudante Esther Greenwood a um colapso nervoso, parece a opção mais improvável, e talvez inadequada, para adolescentes que ainda estão superando experiências difíceis.Além das discussões sobre o livro, cada aluno tem a tarefa de escrever em um diário entregue pela professora. E é esse trabalho que leva Jam e seus amigos desajustados à Redoma, um lugar misterioso onde o passado pode ser revivido, e cada um dos alunos pode rever sua vida antes do momento traumático que levou ao internato. Repleto de referências ao clássico de Sylvia Plath, Redoma é um romance sobre o primeiro amor, o sofrimento profundo, o amadurecimento e os problemas de aceitação na adolescência. É também uma história sobre como a amizade pode ajudar a superar os piores traumas da vida.
    Skoob 

    Impressões da Bia :

    Esse livro tem alguns elementos bem clichês em sua narrativa, mas em contrapartida a história foi capaz de me surpreender em diversos momentos, então eu ficava alternando entre a irritação e a perplexidade durante a leitura, mas com toda certeza o sentimento que mais predominou foi o deslumbramento com a capacidade da autora de me fascinar. Eu demorei bastante para processar todos os sentimentos que a história me despertou, isso enquanto lia e por muito tempo depois de ter terminado o livro.
    Eu ainda me identifiquei muito com o estado emocional de alguns personagens do livro, e isso deixou a trama bem crível e próxima a minha realidade.
    A história se passa em um internato para adolescentes muito inteligentes, mas com problemas emocionais graves, cada um deles viveu algo traumático e profundamente doloroso e o leitor não fica sabendo o que aconteceu com os personagens logo de cara, isso é mantido em segredo, sem contar todo o elemento mágico e misterioso que estão às margens da narrativa e tudo isso misturado foi o suficiente para conquistar e comover meu pobre coração.
    Então, trata-se de um livro sobre crianças tristes?
    Sim, sim, sim, você acertou, mas não é somente sobre isso, o leitor é o observador em uma história comovente, ele é levado a pensar com os personagens, sofrer e amadurecer com eles, aprender com suas dores e se alegrar com as conquistas e amizades que acabam se forjando na agonia compartilhada.
    Jam (abreviação de “Jamaica”) Gallahue é uma garota de dezesseis anos, cujo namorado, o britânico Reeve Maxfield, estudante de intercâmbio em sua escola, morreu quarenta e um dias depois de se conhecerem, mas apenas na metade desse tempo eles tiveram “relacionamento”. Após um ano ter se passado, Jam continua em estado de extremo sofrimento, ela tem fascínio por um pequeno pote de geleia  que ele lhe deu,  fica se lamentando pela casa ou passa dias sem sair da cama,usando as mesmas roupas, evitando seus amigos, falta às aulas e faz declarações muito sombrias que assustam a toda a família.
    Ela acaba sendo forçada por seus pais a ir para “O Celeiro”, um internato terapêutico para adolescentes emocionalmente instáveis, lá eles podem se recuperar dos “os efeitos nefastos do trauma.” Jam é um dos cinco estudantes escolhidos para uma aula chamada Tópicos Especiais em Inglês; um curso extremamente seletivo, lecionado pela Sra. Quenell. Na escola existem vários rumores misteriosos acerca dessa aula e de quem a frequenta, os ex-alunos costumam declarar que as aulas tinham mudado suas vidas, mas sempre foram muito reservados sobre porque ou como isso acontecia e nunca revelavam o que realmente era estudado nas aulas.
    Mas Jam está prestes a descobrir.
    A descrição do sofrimento da adolescente que perde seu primeiro e breve amor é crível e singular, o tempo é diferente para os adolescentes, bem como a duração de uma relação não é de forma nenhuma proporcional às emoções que ela inspira e a autora soube descrever de forma espetacular toda essa miríade de profundos sentimentos, sem ser repetitiva e maçante.
    Meg Wolitzer não nos envolve somente no sofrimento, mas também no despertar da atração de Jam por Reeve: uma “boa menina” tímida e quieta que se vê seduzida por um sotaque encantador em um lindo e desleixado menino, que usa jeans skinny preto. E a forma como a adolescente descreve o objeto de seu desejo é poética e faz suspirar até os corações mais calejados.
    Mas voltando ao Reeve. A protagonista sempre volta para Reeve, ela gasta todo o seu tempo lembrando-se de todas as conversa que já tiveram, se agarrando a cada memória preciosa, mas, curiosamente, ela nunca fala sobre o dia em que ele morreu, ou como isso aconteceu. O que não é problema ali no Celeiro, pois em uma escola cheia de adolescentes sobrecarregados emocionalmente (quer dizer, mais do que os adolescentes usualmente são), todo mundo é muito respeitoso em relação ao passado e segredos uns dos outros e não há cobranças para que compartilhem suas experiências ruins.
    Jam trava uma amizade um pouco distante com sua colega de quarto DJ, mas uma vez que ela começa assistir as aulas de tópicos especiais em Inglês, onde eles estão estudando o livro A Redoma de Vidro de Sylvia Plath e é aí que as misteriosas experiências de mudança de vida começam, Jam se vê quase obrigada a se unir de forma muito mais reverente com os outros alunos da turma: Marc, Casey, Griffin e Sierra. O tempo vai passando e coisas extraordinárias começam a acontecer com eles, coisas essas que só podem ser discutidas entre eles. No primeiro dia de aula, a Sra. Quenell pede de forma bem enigmática que eles tomem conta uns dos outros, e isso é exatamente o que eles fazem – compartilhando suas experiências do passado e as atuais e sempre estão disponíveis quando um deles precisa de alguma coisa.
    Uma coisa que me chamou atenção de forma relevante foi a disparidade de trauma dos personagens e a forma como a autora deixou claro que o nível do acontecido não importa na maneira como ele te afeta e faz com que cada um deles respeite o que aconteceu com o outro e principalmente,que eles respeitem a forma como cada um reage as adversidades da vida.Sem comparações ou competições e isso é importante demais para eu não ressaltar aqui,ela nos ensina que a dor opera em uma escala móvel, e todos têm diferentes respostas emocionais para as suas experiências. Quando eles começam a revelar o que aconteceu a cada um deles é chocante para o leitor e a gente começa a pensar em como esses adolescentes, tão novos e inexperientes vão lidar com tamanho sofrimento e a se perguntar como será a vida deles, se eles conseguirão superar e viver de forma normal depois de tudo, e isso é o mais especial no livro. A narrativa nos proporciona essa experiência maravilhosa de reajustarmos o nosso modo de pensar e ficamos meio que questionando como é que isso tudo nos afeta. A reflexão é inevitável e altamente desestabilizante.
    Acho que me estendi nessa resenha, mas os sentimentos que A Redoma desperta são tão genuínos, a dor é tão intrínseca que parece ser uma reprodução das nossas próprias dores, todos nós já sentimos algo parecido ou exatamente igual ao que os personagens sentem. Preciso falar um pouco do final completamente inesperado que a Meg escreveu ninguém está preparado para ele e a autora nos tira o chão mais uma vez. Mas não fique pensando que o livro é feito somente de dor e sofrimento, a amizade, as descobertas que eles fazem sobre si mesmos e o perdão são pontos muito presentes e alentam tanto os personagens quanto a gente que acaba vivendo dentro do universo do livro.

    Bianca Benitez (Apaixonadas por Livros)

    2 comentários :

    1. Parabéns pela resenha, mas apesar de ter uma trama interessante e até tocante eu diria, o livro não faz muito o meu estilo.
      Bjs
      Amanda Nery
      www.leituraentreamigas.com.br

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      Respostas
      1. Oi Amanda,
        É, tem livros que não funcionam mesmo.
        Beijos

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